Assista agora!
Um dia, ao chegar em casa do seu trabalho, o senhor Barbosa escutou do portão a vitrola tocando um dos discos da sua coleção sertaneja, como era habitual em sua casa.
Porém, dessa vez tinha uma coisa diferente, havia uma espécie de “dobra” das vozes que ecoavam da vitrola e, à medida que se aproximava da sala, essa “dobra” ficava mais forte. Qual não foi a surpresa dele, quando por detrás da porta pôde escutar as duas filhas, Edna e Dinah, ainda crianças, cantando juntas com o disco do Duo Irmãs Celeste, enquanto limpavam a casa.
Dinah fazia a primeira voz e Edna, a segunda, intuitivamente. Ele esperou que terminassem, entrou na sala, desligou a vitrola e pediu pra que elas repetissem a música. E aí, tudo o que ele tinha ouvido se confirmou. Ele, que sempre fez parte de trios sertanejos como sanfoneiro e também atuando como uma espécie de produtor musical desses trios, viu nascer, pronta, dentro da sua própria casa uma dupla sertaneja, fruto do meio em que sempre viveram. O acerto no passo inicial — manter a formação vocal como ele ouviu, com Dinah na primeira voz e Edna na segunda — firmou o caminho para o sucesso.
Nascidas em São Paulo, capital, Edna e Dinah levaram vários prêmios em festivais de música sertaneja. Um deles, decisivo na carreira, foi o Festival Arizona, realizado pela Rádio Globo em 1981: Edna e Dinah obtiveram o segundo lugar na semifinal. No ano seguinte, o primeiro lugar. Aí apareceu a gravadora RCA e o primeiro disco da dupla.
A música “Sanfona Xonada” (José Felipe e Paulo Gaúcho), destaque do primeiro disco, abriu as portas da gravadora Continental (Warner). E vieram novos sucessos:
● Pra Quê – José Fortuna e Paraíso, do segundo LP;
● Menina Moça – Fátima Leão, do terceiro LP;
● Tem Hora – Financeiro e Eustáquio Santiago, e
● Grita Coração – Antônio Carlos e Jocafi do quarto LP.
Vieram novos discos também. O 5º, pela RGE, inclui uma belíssima regravação de “Querer e Perder” (Ray Girado – Versão de Roberto).
Pela gravadora Velas elas lançaram dois trabalhos (6º e 7º). No sétimo elas cantam de Tião Carreiro a Chico Buarque. Passam pelos pampas gaúchos com Berenice Azambuja (“O velho jura que quer”), revisitam Jessé (“Solidão de amigos”) e Raul Seixas (“Capim guiné”).
Em 2015 lançaram o CD intitulado “Morena Bonita”, com regravações de clássicos como o que dá nome ao CD: “Morena Bonita” (Barrinha); outros como “Mourão da Porteira” (Raul Torres e João Pacífico), “Caminheiro” (Jack), “Rio Pequeno” (Tonico e João Merlini), entre outros.
Na época da pandemia, a pedido dos fãs, entraram na onda das lives e gravaram duas músicas inéditas, ambas foram lançadas nas plataformas digitais: “Um dia cê volta” (Victor Gregório e Marco Aurélio) e “Alô, Minas Gerais” (Victor Gregório, Marco Aurélio e Danimar).
Em agosto de 2024, gravaram o DVD “Pra Cantar Histórias”. A primeira faixa, “Acabou o amor”, com participação especial do cantor Eduardo Costa, foi divulgada em dezembro. O registro do audiovisual foi realizado na Estância Punta del Este, em Sertaneja/PR, e inclui outras faixas, como “Passarinho Voa” (Marco Aurélio, Danimar e Victor Gregório) e “Coincidência” (Erick e Deillon), além de medleys, como ‘Amanhã’ (Joran e Gene Araújo)/ ‘Você Sabe Disso’ (Danimar e Marcos Pajé).
O ano de 2025 será de novidades para as Irmãs Barbosa. Juntas, elas criam e realizam dueto em todo tipo de canção, primando pela afinação bem como pela versatilidade, e assim proporcionam aos apreciadores da clássica música uma experiência única que encanta pela riqueza musical realizada com simplicidade.
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